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Inicialmente chamada de “Doença dos 5 H”, síndrome da imunodeficiência adquirida teve primeiro caso diagnosticado no Brasil em 1982.

Da Redação

hiv aids

Dez anos após a descoberta da aids, a Organização Mundial da Saúde – OMS já registrava 10 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. Hoje, são 34 milhões. Os primeiros casos de uma enfermidade considerada, à época, um mistério, foram registrados em junho de 1981, no Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos.

Um ano depois, recebeu o nome provisório de “Doença dos 5 H”, em razão de casos registrados em homossexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos (usuários de heroína injetável) e prostitutas (hookers, em inglês).

No mesmo ano, autoridades sanitárias detectam a possibilidade de transmissão pelo ato sexual, pelo uso de drogas injetáveis e pela exposição a sangue e derivados. No Brasil, o primeiro caso é diagnosticado em São Paulo. A doença recebe o nome definitivo de síndrome da imunodeficiência adquirida (sida, em espanhol, ou aids, na sigla em inglês).

Em 1984, a equipe do virologista francês Luc Montagnier isola e caracteriza um retrovírus (tipo de vírus mutante que se transforma de acordo com o meio em que vive) como o causador da doença. Especialistas concluem que a aids representa a fase final de uma doença provocada pelo HIV.

Três anos depois, o coquetel de medicamentos AZT é a primeira droga a reduzir a multiplicação do vírus no organismo humano. Ainda em 1987, a Assembléia Mundial de Saúde anuncia a data de 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

NÚMEROS – Os casos registrados no Brasil totalizam 2.775 no período, seguidos por 4.535 em 1988 e por 6.295 no ano seguinte. Em 1990, morre o cantor e compositor Cazuza, vítima da doença. Apenas em 1991 é iniciado o processo de aquisição e distribuição gratuita de antirretrovirais.

Em 1992, uma pesquisa aponta as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como cofatores na transmissão do HIV, podendo aumentar o risco de contágio em até 18 vezes. O Ministério da Saúde inclui os procedimentos para o tratamento da aids na tabela do Sistema Único de Saúde – SUS e, no ano seguinte, o Brasil passa a produzir o AZT.

Já em 1998, falava-se na morte de 70 milhões em 20 anos

O sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, morre em 1997, após ser contaminado pela doença por meio de transfusão de sangue. Ao todo, 17 milhões de pessoas já haviam morrido apenas no continente africano em razão do HIV – e 8,8% da população adulta na região está contaminada.

No ano seguinte, um relatório realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids – Unaids afirma que a doença deve matar 70 milhões de pessoas nos próximos 20 anos – a maioria na África – caso nações desenvolvidas não aumentem esforços para conter a aids.

Em 2008, o Brasil conclui o processo de nacionalização de um teste rápido que permite detectar a presença do HIV no organismo em 15 minutos. Este ano, o primeiro antirretroviral produzido por um laboratório público brasileiro – o Tenofovir – entrou no mercado.

Também em 2011, uma pesquisa dos institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos indica que pacientes que aderem a um esquema eficaz de terapia antirretroviral reduzem em até 96% o risco de transmissão do HIV ao parceiro sexual.

Informações de Agência Brasil


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