Dez cuidados ao escolher o presente de Natal das criancas

Pediatras pedem atenção às informações da embalagem para garantir segurança

Brinquedos são os presentes ideias para a criançada no Natal: divertem, educam, aprimoram o desenvolvimento intelectual e físico e melhoram até a relação afetiva com os pais. Mas eles jamais podem oferecer riscos à saúde dos pequenos. Apesar de o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) fornecer um selo garantindo que o produto é seguro, há muitos brinquedos vendidos em lojas que não são certificados ou que não são adequados à faixa etária da criança. Para acertar na escolha, fique atento aos cuidados que pediatras recomendam.

Ruídos excessivos

Brinquedos que emitem sons muito altos podem causar danos à audição da criança. “Às vezes, os pais estão em uma loja no shopping com muito barulho externo e não conseguem perceber que o brinquedo é muito alto”, diz o pediatra Marcelo Otsuka, do Hospital Estadual Darcy Vargas, em São Paulo. O cuidado vale tanto para carrinhos e celulares de brinquedo como para jogos de videogame. Este último exemplo, aliás, pede uma atenção ainda maior na escolha: “Além de regular o som da televisão, é preciso evitar games de luta e morte, que podem induzir a criança a ter um comportamento mais agressivo”, alerta o médico.

É brinquedo ou comida?

Objetos com formas e cheiros que imitam alimentos podem fazer com que crianças tentem engoli-los, principalmente as que são menores de três anos. “Verifique se há peças pequenas, que são mais fáceis de serem ingeridas”, alerta a pediatra Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luiz.

Mesmo brinquedos maiores, como bonecas grandes com cheiro de fruta, precisam de atenção. “Eles podem transmitir doenças, já que a criança irá levar o objeto à boca várias vezes, confundindo com comida”, explica Marcelo Otsuka. Manter os brinquedos sempre higienizados é outro cuidado importante para evitar o risco de contaminação.

Objetos que cortam

Partes cortantes ou pontiagudas não devem compor os brinquedos. Crianças que estão aprendendo a andar, por exemplo, podem tropeçar e cair em cima do brinquedo. Já aquelas que são maiores de quatro anos podem até ser mais conscientes dos cuidados com os objetos, mas ainda assim é melhor evitar alguns presentes, como kits infantis de papelaria que vêm com tesourinha e grampeador.

Substâncias tóxicas

É difícil saber diferenciar na embalagem qual brinquedo contém substâncias tóxicas ou é de fácil combustão. Por isso, procure se guiar pelas orientações da embalagem, como indicação da composição e selo de segurança. “O exemplo mais comum que temos é a massinha de modelar”, conta o pediatra Marcelo. “Confirme se há indicação no rótulo de que ela não é tóxica.” Tinta com chumbo também é outra substância altamente tóxica. “É um metal pesado que pode levar a sérios problemas dermatológicos e outras complicações de saúde”, explica o médico.

Prazo de validade

Muitos brinquedos apresentam, sim, uma data de validade. Quando vencidos, podem ficar com cheiros, tinta descascada que pode ser ingerida, além de outros sinais de decomposição que podem acabar prejudicando a saúde da criança.

Perigo à vista

Cordas, balões e brinquedos pesados podem levar a sufocamentos ou ferimentos. Mas a pediatra Alessandra lembra que os pais ou responsáveis precisam ficar de olho mesmo se a criança estiver brincando com objetos seguros, já que o risco de acidente ainda pode existir, apesar de ser pequeno. “Além disso, brincar com a criança ajuda no desenvolvimento afetivo, ensinando-a a conviver em sociedade, trabalhar em equipe e desenvolver a sua personalidade”, conta a médica.

Faixa etária

Por lei, os fabricantes devem informar no rótulo qual é faixa etária ideal do brinquedo. Se o produto não apresentar essa informação, já pode ser um indicativo de que ele não é tão seguro. Para facilitar esse cuidado, a pediatra Alessandra sugere opções de acordo com a idade da criança:

0 a 1 ano: brinquedos com jogos educativos, quebra-cabeça e fantoches, que auxiliam o desenvolvimento intelectual e o raciocínio lógico.

2 a 5 anos: brinquedos que estimulam atividades físicas além de intelectuais, pois aprimoram o equilíbrio, a coordenação motora e a concentração.

A partir dos 6 anos: jogos educativos mais completos e vídeo game, que favorece a percepção visual e auditiva. “Mas o tempo dedicado aos jogos eletrônicos precisa ser moderado, pois o uso excessivo pode causar isolamento social e sedentarismo”, lembra a pediatra do Hospital São Luiz.

Informações sobre o fabricante

Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações do fabricante (nome, CGC, endereço e telefone ou outra forma de contato). Isso representa uma maior garantia de que o brinquedo não tem origem duvidosa e é fabricado dentro de padrões adequados de segurança.

Brinquedos elétricos

Cuidado com brinquedos que precisam ser ligados na tomada, principalmente se as tomadas da sua casa não forem adaptadas ao modelo mais seguro. Crianças pequenas podem tentar mexer sozinhas no fio e na tomada. “Dependendo da intensidade do choque, pode ocorrer até parada cardíaca e óbito”, afirma o pediatra Marcelo.

Mercado informal

O Inmetro recomenda não comprar brinquedos no comércio informal, como camelôs. Esses produtos, geralmente mais baratos, costumam ser irregulares e falsificados e podem até conter substâncias tóxicas na composição. Também é importante exigir sempre a nota fiscal do estabelecimento para que haja responsabilidade social em caso de acidente ou defeito no produto.

Fonte: Família no Minha Vida – http://bit.ly/ZYriYY

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